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Publicado em: 30/05/2020 - 10:51:10

Músico do Grupo Acaba, Vandir pede ajuda para se manter

Por Alana Portela | 30/05/2020 07:16 


Aos 63 anos, Vandir Nunes Barreto pede ajuda para sobreviver em Campo Grande. Ele é músico, integra o Grupo Acaba, que existe há 54 anos em Mato Grosso do Sul e também atua como corretor. Contudo, desde que a epidemia do coronavírus se espalhou, o artista não consegue se apresentar em eventos e nem vender imóveis.


“Estou vivendo um momento difícil, como corretor de imóveis. Não vendo nada há dois anos e como músico também não posso me apresentar. O Grupo Acaba existe há mais de 50 anos, tocamos músicas regionais autorais e fizemos muito pela cultura e música do Estado. Fiz uma reinvindicação nas redes sociais para chamar atenção do poder público, para que ajude de alguma forma”, diz.


Com a voz abalada e, em momentos, não contendo o choro, Vandir relata que precisa mostrar sua realidade. Durante uma conversa com o Lado B, ele afirma que a comida em casa se resume a água e chipa. “Fico até três dias na água e chipinha. Era um homem que pesava 120 quilos, mas agora estou com 83. Nunca pensei que passaria por isso e o maior desgaste é o mental”.


Ele é compositor e instrumentista. Sabe tocar violão, viola, craviola e contrabaixo. Entrou no Grupo Acaba ainda menino. “Tinha uns 10 anos quando montamos o grupo. Fizemos muitos shows representando nosso Estado. Já tocamos na Argentina, Cuba, Bolívia e até Paraguai, mas a execução da música não traz retorno”, destaca.


O Grupo Acaba começou 1967, quando alguns adolescentes resolveram falar com música sobre conscientização ambiental, principalmente, em relação preservação do Pantanal, assunto que era muito pouco discutido na época. Defendem essa bandeira até hoje e a história já foi contada no documentário “50 Anos Grupo ACABA”, produzido pela Render Brasil. 


Nos últimos 20 anos, Vandir comenta que estava intercalando a música com a vida de corretor. No entanto, se antes a situação não era muito favorável, agora piorou. “Somos sete integrantes e dividimos o valor que ganhamos no show. Fazíamos evento esporadicamente e o que ganhava, era para ter o básico do básico”.


Há um mês ele saiu do distrito de Fala-Verdade, localizado no município de Corguinho, a pouco mais de 100 quilômetros de Campo Grande. “O local foi uma fazenda de meu avô paterno na década de 40. Lá o pessoal não tem tanta perspectiva da música, então resolvi morar na Capital”, diz. 


Aqui na cidade, Vandir está vivendo no bairro Coophamat. No local, os mantimentos que surgem são frutos de doação. “Algumas pessoas começaram a me ajudar. Ganhei uma cesta básica ontem [28 de maio]”.

Além da idade, Vandir também está do quadro de risco da covid-19 por ser diabético. Os cuidados com a saúde devem ser redobrados, mas sem dinheiro ele diz que se propõe a tudo. “Posso até ensinar a tocar algum instrumento, só não tenho local adequado, mas a gente tenta”.

Recentemente, ele usou o perfil do Facebook para pedir ajuda. Na postagem, publicou “Se cada amigo depositar na minha conta do Bradesco R$ 5,00, eu agradeço muito e pago em serviços e pago em eventos, com minha voz e violão. Só agendar”.

Alguns amigos viram o post e passaram a comentar. Vandir explica o pedido da quantia. “Pode ser qualquer valor, R$ 1, R$ 2. Mas, R$ 5,00 é o valor de um salgado aqui perto de casa, pelo menos com esse valor, consigo comprar algo para comer. Passar dias sem dinheiro na carteira é sufoco”, lamenta.

Vandir fala que não sente vergonha de pedir ajuda. “A gente não pode ficar iludindo ninguém, sou sincero. Me sinto mal, mas é minha obrigação falar porque tenho certeza que tem outros músicos passando por isso”.

Serviços -  Quem quiser ajudar Vandir pode estar depositando qualquer quantia em sua conta corrente do Banco do Bradesco. Segue os dados abaixo:

Agência: 2862-2

Conta corrente: 0008464-6 

Aqueles que quiserem fazer doações de alimentos ou produtos de higiene pessoal pode entrar em contato com Vandir pelo WhatsApp (67) 9 9969-0624 ou por ligação através do número (67) 9 9242-3175. Qualquer ajuda é bem-vinda. - CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

Aqui na cidade, Vandir está vivendo no bairro Coophamat. No local, os mantimentos que surgem são frutos de doação. “Algumas pessoas começaram a me ajudar. Ganhei uma cesta básica ontem [28 de maio]”.


Além da idade, Vandir também está do quadro de risco da covid-19 por ser diabético. Os cuidados com a saúde devem ser redobrados, mas sem dinheiro ele diz que se propõe a tudo. “Posso até ensinar a tocar algum instrumento, só não tenho local adequado, mas a gente tenta”.


Recentemente, ele usou o perfil do Facebook para pedir ajuda. Na postagem, publicou “Se cada amigo depositar na minha conta do Bradesco R$ 5,00, eu agradeço muito e pago em serviços e pago em eventos, com minha voz e violão. Só agendar”.


Alguns amigos viram o post e passaram a comentar. Vandir explica o pedido da quantia. “Pode ser qualquer valor, R$ 1, R$ 2. Mas, R$ 5,00 é o valor de um salgado aqui perto de casa, pelo menos com esse valor, consigo comprar algo para comer. Passar dias sem dinheiro na carteira é sufoco”, lamenta.


Vandir fala que não sente vergonha de pedir ajuda. “A gente não pode ficar iludindo ninguém, sou sincero. Me sinto mal, mas é minha obrigação falar porque tenho certeza que tem outros músicos passando por isso”.


Serviços -  Quem quiser ajudar Vandir pode estar depositando qualquer quantia em sua conta corrente do Banco do Bradesco. Segue os dados abaixo:
Agência: 2862-2
Conta corrente: 0008464-6 - 
Vandir Nunes Barreto


Aqueles que quiserem fazer doações de alimentos ou produtos de higiene pessoal pode entrar em contato com Vandir pelo WhatsApp (67) 9 9969-0624 ou por ligação através do número (67) 9 9242-3175. Qualquer ajuda é bem-vinda. 


Curta o Lado B no Facebook e no Instagram. Tem uma pauta bacana para sugerir? Mande pelas redes sociais, e-mail: ladob@news.com.br ou no Direto das Ruas através do WhatsApp do Campo Grande News (67) 99669-9563.


- CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS


1- Vandir Barreto é músico e pede ajuda para sobreviver em Campo Grande. (Foto: Marcos Maluf) 
2- Em sua casa, o músico mexe nas revistas que contam a história do Grupo Acaba. (Foto: Marcos Maluf)


 




     

Campo Grande News / Camapuã News

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