Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

FECHAR
> Mato Grosso do Sul / Pantanal Sul-Mato-Grossense

Publicado em: 07/11/2019 - 17:32:18

Pantanal: Vereador da Capital Eduardo Romero emite Nota

O Pantanal não combina com cana de açúcar. Tem outras atividades já muito bem desenvolvidas ali. Há estudos que provam isto. É com lamento, muito lamento que recebemos a revogação do decreto que proibia o cultivo da cana no Pantanal e na Amazônia. Agora tudo pode na planície pantaneira.

 

Com a revogação do decreto, ou seja, com o agora tudo pode, acendemos o alerta, porque podem abrir brechas contra lei estadual que proíbe cana no Pantanal. Começaram derrubando um decreto e agora o que mais pode vir? O que mais pretendem fazer de ato político que vai afetar a identidade do patrimônio Pantanal, que vai além de lugar paisagístico, berço de espécies?

 

O Brasil é rico em terras. Não está faltando terra para ampliar a fronteira agrícola ao ponto de precisar agricultar com cana o Pantanal e seus subprodutos com a justificativa de que já existem tecnologias para tratar resíduos desta atividade. Em nome do subsídio para o setor sucroalcooleiro, que produz o biocombustível etanol, vem o decreto com um engodo que pode ser catastrófico.

 

Não pensem que os olhos agora devem ficar voltados somente para o óleo que mancha as praias do nordeste brasileiro. Não pensem que o problema está lá longe, onde muitos gostam de passar as férias, bronzear seus corpos, ou curtir a paz com cheirinho de maresia. O estalo também está aqui no quintal de casa e é dever de cada cidadão com mandato ou não cobrar dos representantes da esfera federal que a possibilidade da cana e suas moendas não se concretizem no Pantanal.

 

O movimento ambientalista que lutou contra caça de jacaré, contra exploração de terras indígenas, que caminha para ter uma lei única para o Pantanal MS/MT e que comemorou até 5 de novembro deste ano a proibição de cana e usinas na planície pantaneira e em municípios de planície como Corumbá, agora começa uma nova luta.

 

Início de uma luta da primeira geração de defensores do meio ambiente, que teve na figura de Francisco Anselmo de Barros, o Francelmo, um ato extremo em 2005, quando ele deu a própria vida no calçadão da Barão do Rio Branco, em Campo Grande. O ato de imolação freou por um tempo a ideia que voltou concretizada com canetada presidencial.  Cana no Pantanal, não!

 

Foto: Divulgação - Eduardo Romero é vereador por Campo Grande, coordenador nacional da frente Parlamentar de vereadores Ambientalistas e vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente na Câmara de Campo Grande.




 

Midiamax / Camapuã News

Opiniões

0 Comentários para "Pantanal: Vereador da Capital Eduardo Romero emite Nota"

Deixe sua opinião

AVISO: As opiniões são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do site camapuanews. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros, ficando seus autores, após identificado o IP, responsáveis civil e penalmente por seus conteúdos.
Nome
E-mail (Não divulgado)
Mensagem
     
+Leia mais notícias

  PMA autua exibicionista com peixe dourado em R$ 2,9 mil

Coaf: Toffoli revoga decisão sobre acesso a relatórios

  Homem bate no meio-fio, é arremessado em rio e morre

+Notícias mais lidas da semana

Em 40 anos, MS só teve oito deputadas estaduais
Em 2019, Assembleia Legislativa comemora elaboração da 1ª Constituição do Estado
Fronteira com a Bolívia permanece fechada há 19 dias
Comando da Polícia Boliviana também anunciou apoio à mobilização
Inscrições para vestibular da UFMS terminam no domingo
Provas devem ser aplicadas no dia 1º de dezembro em 11 cidades
GNV continua com alta procura em postos de combustíveis
Economia pode chegar a 50%, apesar da oferta restrita a poucos postos da Capital
Publicidade


2009 © Todos os direitos reservados ao Camapuã News. Este material pode
ser publicado, transmitido, reescrito ou redistribuído, desde que citada a fonte.
Marknet®