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Publicado em: 13/05/2018 - 10:27:15

DIA DAS MÃES - versos simples, homenagens vigorosas

POESIAS EM HOMENAGEM ÀS MÃES


MINHA MÃE (Etevaldo Vieira de Oliveira - livro Sonhos & Realidades)
Oh! Mãe como admiro
Já em teus muitos janeiros,
Mas com olhar altaneiro,
Luta por teus filhos amados...
Expões e te esforças muito,
Atitudes de esperança,
Achas que ainda são crianças,
Teus filhos velhos, barbados...



Minha mãe, compreendo bem
Quanto sofreste até agora,
Faltava dinheiro outrora,
Mas não faltava alegria...
Teu sorriso, minha mãe,
Está em meu pensamento,
Não esqueço um só momento,
Tua eterna companhia...


Minha mãe sou homem feito,
Morando n’outras paragens,
Teu semblante como imagem
Nunca em mim vai se apagar...
Tua pele já enrugada,
Teu corpo velho cansado,
Mas em teu rosto estampado,
Esperança, amor e paz...









    A Mãe do Cativo 
    Castro Alves (Do livro: "Poetas Românticos Brasileiros", Vol. I,  Editora  Lumen, SP, s/ano)


    Ó mãe do cativo! que alegre balanças 
    A rede que ataste nos galhos da selva! 
    Melhor tu farias se à pobre criança 
    Cavasses a cova por baixo da relva.


    Ó mãe do cativo! que fias à noite 
    As roupas do filho na choça da palha! 
    Melhor tu farias se ao pobre pequeno 
    Tecesses o pano da branca mortalha.


    Misérrima!  E ensinas ao triste menino 
    Que existem virtudes e crimes no mundo 
    E ensinas ao filho que seja brioso, 
    Que evite dos vícios o abismo profundo ...


    E louca, sacodes nesta alma, inda em trevas, 
    O raio da espr'ança... Cruel ironia! 
    E ao pássaro mandas voar no infinito, 
    Enquanto que o prende cadeia sombria! ...


                                II


    Ó Mãe! não despertes est'alma que dorme, 
    Com o verbo sublime do Mártir da Cruz! 
    O pobre que rola no abismo sem termo 
    Pra qu'há de sondá-lo... Que morra sem luz.


    Não vês no futuro seu negro fadário, 
    Ó cega divina que cegas de amor?! 
    Ensina a teu filho - desonra, misérias, 
    A vida nos crimes - a morte na dor.


    Que seja covarde... que marche encurvado... 
    Que de homem se torne sombrio reptíl. 
    Nem core de pejo, nem trema de raiva 
    Se a face lhe cortam com o látego vil.


    Arranca-o do leito... seu corpo habitue-se 
    Ao frio das noites, aos raios do sol. 
    Na vida - só cabe-lhe a tanga rasgada! 
    Na morte - só cabe-lhe o roto lençol.


    Ensina-o que morda... mas pérfido oculte-se 
    Bem como a serpente por baixo da chã 
    Que impávido veja seus pais desonrados, 
    Que veja sorrindo mancharem-lhe a irmã.


    Ensina-lhe as dores de um fero trabalho... 
    Trabalho que pagam com pútrido pão. 
    Depois que os amigos açoite no tronco... 
    Depois que adormeça co'o sono de um cão.


    Criança - não trema dos transes de um mártir! 
    Mancebo - não sonhe delírios de amor! 
    Marido - que a esposa conduza sorrindo 
    Ao leito devasso do próprio senhor! ...


    São estes os cantos que deves na terra 
    Ao mísero escravo somente ensinar. 
    Ó Mãe que balanças a rede selvagem 
    Que ataste nos troncos do vasto palmar.


                                III


    Ó Mãe do cativo, que fias à noite 
    À luz da candeia na choça de palha! 
    Embala teu filho com essas cantigas... 
    Ou tece-lhe o pano da branca mortalha.


    Foto: Divulgação (poesia do poeta Guimarães Rocha/ASL-MS)                                    





   

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