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Publicado em: 17/04/2018 - 07:25:43

Alta das cotações do petróleo não chega a MS

Alta das cotações internacionais do petróleo ainda não chegou ao consumidor de Mato Grosso do Sul e preços dos combustíveis no mercado estadual e campo-grandense registram queda no intervalo de quatro semanas, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Na semana encerrada no dia 14, o litro da gasolina fechou em R$ 4,001 na Capital, o que representa retração de 2% em relação ao preço apurado quatro semanas atrás (R$ 4,086). 


Quando considerado o preço mínimo, a forte concorrência de mercado e as promoções realizadas pelos postos campo-grandenses também vêm contribuindo para trazer para baixo os valores da gasolina — na última semana, conforme a ANP, o menor preço encontrado foi de R$ 3,822, frente a R$ 4,050 comercializado na semana de 18 a 24 de março. No Estado, a média de preço da gasolina teve queda menor que a da Capital (-0,86%), passando de R$ 4,159 para R$ 4,123.


Outros combustíveis


Para o diesel, o recuo observado em Campo Grande foi de 2,2% e o combustível saiu de R$ 3,692 para R$ 3,610 o litro. Já nos postos do Estado, o diesel registrou baixa de 1,8% e foi de R$ 3,757 para R$ 3,687. 
Na contramão dos demais combustíveis, o etanol registrou alta tanto na Capital como no preço médio praticado em Mato Grosso do Sul. Em Campo Grande, o derivado de cana subiu de R$ 3,372 para R$ 3,456 (+2,5%) e no preço do Estado, de R$ 3,429 para R$ 3,508 (+2,3%), segundo dados da ANP.


Cotações


Com a alta das cotações internacionais do petróleo, os preços da gasolina e do diesel nas refinarias da Petrobras atingiram o maior valor desde que os reajustes passaram a ser diários, em julho de 2017.
Na quinta-feira passada, a Petrobras anunciou aumento de 0,8% no preço da gasolina, passando a ser vendida por suas refinarias a R$ 1,6968 por litro. O diesel foi elevado em 2%, para R$ 1,9549 por litro.
Nos dois casos, foi o quarto aumento seguido, com o preço do produto acompanhando a reação do mercado o risco de ação militar dos Estados Unidos na Síria.


Na semana, o preço do barril em Londres disparou, saindo da casa dos US$ 67 na sexta (6) para a casa dos US$ 72 — fechou em US$ 72,01 na quinta-feira passada (12). Na quarta (11), ultrapassou durante o pregão a barreira dos US$ 73 pela primeira vez desde novembro de 2014.


“Embora não haja fundamentos econômicos, enquanto houver ameaça de guerra americana na Síria, o petróleo continuará neste patamar acima dos US$ 70”, diz o consultor Adriano Pires, do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura).




 

Correio do Estado/ Camapuã News

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