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Publicado em: 13/03/2018 - 14:44:38

Universidade tem mais de 1 mil queixas na Capital

O que não falta no Procon-MS (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor) são reclamações de alunos sobre o serviço prestado pela Uniderp-Anhanguera, em Campo Grande. O principal motivo de queixas apresentadas pelos alunos é cobrança indevido e abusiva: 318 denúncias em pouco mais de um ano.


Das 1,1 mil reclamações registradas, em 2017, contra instituições de ensino no órgão, quase metade delas foi direcionada à Uniderp na unidade da avenida Ceará, somando 544 atendimentos no período em questão.


Conforme dados estatísticos do Procon, a unidade chegou a 13ª posição no ranking de instituições de ensino com maior número de reclamações dos consumidores em 2017. Nos três primeiros meses de 2018, o órgão de Defesa do Consumidor já registrou 163 atendimentos em desfavor da universidade, o que a coloca na 5ª posição no ranking geral de instituições de ensino.


E não para por aí. Na unidade da Anhanguera, na avenida Gury Marques, que também faz parte da Kroton, conglomerado que administra a Uniderp, o Procon também registrou 133 atendimentos em 2017 e 41 em 2018. Já contra a modalidade Anhanguera à distância, foram registrados 176 atendimentos, em 2017, e 32 no primeiro trimestre de 2018.


Além das cobranças indevidas, conforme o Procon, centenas de alunos alegaram que a universidade raramente resolve os problemas dentro do prazo estabelecido ou não suspendem imediatamente a cobrança feita de maneira equivocada. Eles também afirmaram não entendem alguns cálculos e que a universidade retém indevidamente documentos solicitados.


Sonho que virou pesadelo


Pelo menos 7 acadêmicos tiveram o nome inseridos dos serviços de proteção ao crédito no período em questão. “Negativaram meu nome sem eu sequer ter estudado na universidade”, afirma uma estudante de Serviço Social que prestou vestibular em 2011, mas nunca efetivou a matrícula na instituição.


Ela conta que só descobriu que estava com ‘nome sujo na praça’ quando foi concluir uma compra numa loja de departamentos e foi avisada pela vendedora. “Me senti humilhada, lesada, não piso naquela universidade nunca mais”, desabafa a estudante, de 25 anos, que hoje está matriculada em outra universidade e que preferiu não se identificar.


E ela não foi a única a ter problemas na universidade. O que a estudante de Psicologia Amanda Azambuja, de 24 anos, acreditava ser uma simples transferência de instituição, acabou se tornando um grande pesadelo. “Mudei para a Uniderp e solicitei a ementa para fazer o aproveitamento das disciplinas da outra instituição, mas só consegui mais de um mês depois, com uma liminar na Justiça”, conta.


Segundo Amanda, o juiz tinha dado prazo de 24 horas para a instituição entregar o documento solicitado por ela, o que cairia numa sexta-feira, mas mesmo sob pena de multa de R$ 1 mil diárias em caso de descumprimento, a universidade só entregou a documentação na segunda-feira seguinte.


“Eu já tinha cursado 1 ano na outra universidade e só queria o aproveitamento de disciplinas para não ter que cursar os mesmos semestres na Uniderp, mas já que só consegui resolver uma questão tão simples na Justiça, desisti de cursar lá e voltei para a instituição antiga”, disse.


A estudante também afirma que ganhou uma bolsa de estudos com 60% de desconto no valor da mensalidade, mas a universidade abaixou o percentual para 20% sem comunicá-la e ainda ameaçou negativar seu nome.


“Nunca me neguei a pagar, o que fiz foi exigir a bolsa prometida em contrato e que eles deveriam fornecer até o final do curso. Assim que corrigiram o problema da cobrança indevida fiz o pagamento na hora. Um desrespeito comigo e também com os milhares de alunos que tem lá e que sofrem com os mesmos problemas de gestão”, lamenta a estudante.


A acadêmica de Direito Ennya Pereira, conta que também passou maus bocados na unidade da avenida Ceará. “Cheguei a ficar mais de 6 horas aguardando atendimento junto com mais de 100 alunos e no final das contas não consegui resolver nada. Perdi minha colação de grau oficial por conta da desorganização da universidade. Não desejo esse descaso com o aluno nem para meu pior inimigo”, desabafa a estudante que aguarda nova data para obter o título de bacharel.


O que diz a universidade


Sobre as centenas de queixas de alunos e ex-alunos reportadas ao Procon, a Uniderp afirmou, em nota, que o índice “representa um percentual mínimo comparado ao total de 130 mil alunos da universidade nas modalidades de ensino presencial e à distância” e que está trabalhando para eliminar todos os apontamentos feitos pelo órgão de Defesa do Consumidor.


Apesar das reclamações sobre o mau atendimento, a universidade alegou que o “relacionamento com os alunos está entre suas prioridades e que para isso tem intensificado ações de atendimento, treinamento e ampliação da equipe”.


A instituição também afirmou que está aumentando as reuniões com líderes acadêmicos e ampliando os horários de agendamento com os coordenadores de curso. Sobre o ‘problemático’ atendimento via portal do aluno, a Uniderp afirmou que é uma das ferramentas inovadoras que dá mais autonomia às soluções de serviços acadêmicos, dentre outras medidas.


Com relação às colações de grau, a universidade informou que mantém um processo minucioso de controle e que aproximadamente 1.400 formandos participaram do ato oficial, entre o final de 2017 e início de 2018, e que “busca diálogo constante coma comunidade acadêmica e que está à disposição para atender os estudantes”.


(Foto: Divulgação/Uniderp)




 

Midiamax / Camapuã News

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