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> Brasil / Geral

Publicado em: 07/09/2014 - 09:37:22

INDEPENDÊNCIA DO BRASIL - 7 DE SETEMBRO

A PÁTRIA (Rui Barbosa)


O sentimento que divide, inimiza, retalia, detrai, amaldiçoa, persegue, não será jamais o da pátria. A Pátria é a família amplificada.


E a família, divinamente constituída, tem por elementos orgânicos a honra, a disciplina, a fidelidade, a benquerença, o sacrifício. É uma harmonia instintiva de vontades, uma desestudada permuta de abnegações, um tecido vivente de almas entrelaçadas. Multiplicai a célula, e tendes o organismo.


Multiplicai a família, e tereis a pátria. Sempre o mesmo plasma, a mesma substância nervosa, a mesma circulação sanguínea. Os homens não inventaram, antes adulteraram a fraternidade, de que Cristo lhes dera a fórmula sublime, ensinando-os a se amarem uns aos outros: “Diliges proximum turum sicut ipsum”.


Dilatai a fraternidade cristã, e chegareis das afeições individuais às solidariedades coletivas, da família à nação, da nação à humanidade. Objetar-me-eis com a guerra!


Eu vos respondo com o arbitramento. O porvir é assaz vasto para comportar esta grande esperança. Ainda entre as nações, independentes, soberanas, o dever dos deveres está em respeitar nas outras os direitos da massa.


Aplicai-o agora dentro das raias desta: é o mesmo resultado; benqueiramo-nos uns aos outros, como nos queremos a nós mesmos. Se o casal do nosso vizinho cresce, enrica e pompeia, não nos amofine a ventura, de que não compartimos. Bendigamos, antes, na rapidez de sua medrança, no lustre da sua opulência, o avulsar da riqueza nacional, que se não pode compor da miséria de todos.


Por mais que os sucessos nos elevem, nos comícios, no foro, no parlamento, na administração, aprendamos a considerar no poder um instrumento de defesa comum, a agradecer nas oposições as válvulas essenciais da segurança da segurança da ordem, a sentir no conflito dos antagonismos descobertos a melhor garantia da nossa moralidade.


Não chamemos jamais de inimigos da pátria aos nossos contendores. Não averbemos jamais de traidores à pátria os nossos adversários mais irredutíveis.


A pátria não é ninguém: são todos; e cada qual tem no seio dela o mesmo direito à ideia, à palavra, à associação.


A pátria não é um sistema, nem é uma seita, nem um monopólio, nenhuma forma de governo: é o céu, o solo, o povo, tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade. Os que a servem são os que não invejam, os que não inflamam, os que não conspiram, os que não sublevam, os que não desalentam, os que não emudecem, os que não se acobardam, mas resistem, mas ensinam, mas esforçam, mas pacificam, mas discutem, mas praticam a justiça, a admiração, o entusiasmo. Porque todos os sentimentos grandes são benignos e residem originariamente no amor. No próprio patriotismo armado o mais difícil da vocação, e a sua dignidade não está no matar, mas morrer. A guerra, legitimamente, não pode ser o extermínio, nem a ambição: é, simplesmente, a defesa. Além desses limites, seria um flagelo bárbaro, que o patriotismo repudia…


Texto: Rui Barbosa, 1903


Dia da Independência do Brasil (Divulgado por Warley Tomaz)


Muitos podem se questionar o quanto "independentes" nosso país se encontra hoje. De fato, Dom Pedro I declamou independência política e nosso Brasil a partir de então estava livre do jugo que o subordinava a Portugal. Mas a exploração escravista ainda regia a mão-de-obra brasileira que a passos curtos foi banida definitivamente.


Agora, 189 anos após nossa independência, observamos que esta é um processo contínuo, pois muitos brasileiros ainda não vivem com dignidade devida a todo ser humano.


Patriotismo não é torcer pra seleção brasileira em dia de jogo, é unir esforços e lutar para construir uma sociedade igualitária para todos. Um país democrático, livre, igualitário é formado por homens e mulheres de pulso firme, que não medem forças para dar a vida ao seu país no cotidiano de cada vida. No trabalho, na família, e em qualquer outro meio, ainda que no anonimato, acreditam que apesar de toda corrupção demonstram com seus atos que existem pessoas honestas. Pessoas solidárias que reconhecem a situação de pobreza e miséria de muitos, e se unem para promover a dignidade destas ao invés de apenas reclamar.


Nosso país é feito de jovens de caras pintadas sem medo de gritar o grito dos excluídos.


Com um carinho especial, deixo minha gratidão aos brasileiros e brasileiras que doaram suas vidas inteiramente ou que tiveram de derramar seu sangue por amor ao nosso Brasil e ao nosso povo; pessoas como Chico Mendes, Dom Luciano, Irmã Dulce e Irmã Dorothy, Dra. Zilda Arns e os incontáveis patriotas anônimos país afora.


07 DE SETEMBRO, DIA DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL (Autora: Profª.  Lourdes Duarte)


Neste dia, em todos os recantos da nossa querida terra, BRASIL, comemora-se a independência, desta Pátria querida.


Rufam os tambores e as crianças nas escolas entoam o Hino Nacional Brasileiro, num clima de festa e orgulho por ser brasileiro.


O sentimento de patriotismo aflora no peito de todos com orgulho, repetem o gesto de D. Pedro Primeiro, quando num gesto bravo gritou: “ Independência ou Morte!


De lá para cá, o Brasil prospera, sendo hoje uma grande Nação. O País de todos os brasileiros.

O dia da independência de um país, é como a data da maioridade na vida de um jovem. Só depois da sua independência é que o país, poderá crescer, progredir e caminhar com seus filhos, crescer e se avultar.


Sendo uma data importante para o País e para toda nação, merece destaque e comemoração, para que entendamos que a Pátria não é ninguém, somos todos nós! Este sentimento de patriotismo deve continuar forte no peito, porque a pátria precisa de filhos que a amem, que a defendam, que cobre dos seus representantes, que escolham bem os representantes, que denunciem as injustiças, que saiam as ruas de mãos dadas , quando necessário, com ordem, sem violência, porque quem ama cuida e jamais destrói.


Fazendo valer ao lema da nossa Bandeira: ORDEM E PROGRESSO! Sem ordem, o progresso tarda a chegar.


Feliz sete de setembro, dia da Independência do Brasil!


POESIAS DA PÁTRIA


A Pátria  (Olavo Bilac)


Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!
Criança! não verás nenhum país como este!
Olha que céu! que mar! que rios! que floresta!
A Natureza, aqui, perpetuamente em festa,
É um seio de mãe a transbordar carinhos.


Vê que vida há no chão! vê que vida há nos ninhos,
Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos!
Vê que luz, que calor, que multidão de insetos!


Vê que grande extensão de matas, onde impera
Fecunda e luminosa, a eterna primavera!


Boa terra! jamais negou a quem trabalha
O pão que mata a fome, o teto que agasalha…
Quem com o seu suor a fecunda e umedece,
Vê pago o seu esforço, e é feliz, e enriquece!


Criança! não verás país nenhum como este:
Imita na grandeza a terra em que nasceste!


Ao dia sete de setembro (Castro Alves)

Mancebos, que sois a esperança
Do majestoso Brasil;
Mancebos, que inda tão tenros
Sabeis de louro gentil
Adornar o pátrio dia,
Nosso dia senhoril!

Eis que assomou sobre os montes
Além, sobre a antiga serra,
Entre mil nuvens de rosa,
O dia de nossa terra;
Aquele que para a Pátria
Milhões de glórias encerra.

Foi hoje que o Lusitano,
Que o filho de além do mar,
Despertou com forte brado
A Pátria que era a sonhar,
Que nem sequer escutava
A liberdade a expirar.

E o brado: — "Livres ou mortos"
Lá nos bosques retumbou;
E mais contente o Ipiranga
As suas águas rolou;
E o eco d'alta montanha
Todo o Brasil ecoou.

E as montanhas lá do Sul,
E as montanhas lá do Norte,
Repetiram em seus cumes:
Sempre ser livres ou morte...
E lá na luta renhida
Cada qual luta mais forte.

Sim, nos combates que, ousados,
Travaram cem contra mil,
O mancebo que nascera
Sob este azul céu de anil,
Forte como um Bonaparte,
Batia o forte fuzil.

E cada qual no combate
Ao ribombar do canhão
Queria à custa da vida
Dar à Pátria salvação,
Vingar a terra natal
D'aviltante servidão.

Eia, pois, flores da Pátria,
Esp'rançosa mocidade!
Que os Andradas e os Machados
Do alto da Eternidade
Contentes vos abençoam
No dia da Liberdade.

Bahia, Ginásio Baiano, 7 de setembro de 1861.




         

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