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Publicado em: 29/08/2013 - 15:39:12

Quando quem pode e deve se expor se omite

O Jornal Princesa do Vale, assim como o site Camapuã News(www.camapuanews.com.br), tem procurado ser o mais fiel possível em suas divulgações, seja de que caráter for, agindo com responsabilidade e procurando, dentro das possibilidades técnicas e humanas, fazer o melhor possível quando se trata de divulgação de fatos ou eventos.


Buscamos e até insistimos em parcerias com escolas, professores, estudiosos de assuntos diversos, religiosos, promotores de justiça, defensores públicos, juízes de direito e eleitorais, profissionais liberais, desportistas e tudo mais, tudo de forma gratuita e sem qualquer intenção de vangloriar ou criticar de forma injusta quem quer que seja.


Queremos ser partícipe do desenvolvimento e crescimento da sociedade. Se este não vem, ou vem de forma lenta e gradativa, estamos buscando a divulgação de meios para ampliação dessa velocidade.


“Ninguém é uma ilha”, diz um velho ditado. Conhecimento e sabedoria enclausurados dentro de apenas uma pessoa tem muito pouco de contribuição para a nossa sociedade. É necessário que esses conhecimentos sejam compartilhados com a comunidade, pois, por mais insignificantes que possam parecer, todo conhecimento, se espalhado, traz incontáveis benefícios a determinadas pessoas. Pode não trazer benefícios a todos, mas pelo menos à parte da população.


De que vale sermos perito em determinada coisa, seja como advogado, juiz, promotor, defensor público, jornalista, professor, médico, engenheiro, contador, agricultor, pecuarista ou qualquer outra especialidade de atividade, se não passamos nosso conhecimento geral (pois o conhecimento técnico-profissional é perícia), para que toda a população possa usufruir do mesmo.


Temos, como dito anteriormente, pedido e até insistido, para que mais pessoas, especialmente as autoridades, escrevam artigos, manifestem opiniões, exponham ideias, tanto no Jornal Princesa do Vale como no Camapuã News. Isso tudo de forma gratuita. Entretanto, ninguém se interessa ou habilita a colocar em público, de forma escrita, os seus conhecimentos e ideias.


Entretanto, percebemos que ninguém quer se comprometer. 


Todos querem julgar, mas não querem ser julgados. 


De fato, sabemos que “as palavras voam” e desaparecem com o tempo, enquanto que “os escritos permanecem” por anos e anos. Eu, por exemplo, tenho guardado “a sete chaves” a minha primeira prova escolar, datada de 1962, quando cursei o primeiro ano do ensino fundamental e fui reprovado, no então “Grupo Escolar Miguel Sutil”, hoje a grande Escola Estadual Miguel Sutil, de Camapuã.


Você não apaga o que você deixa escrito em jornais, revistas, livros ou sites, pois uma ou outra pessoa guarda o exemplar para utilização em anos vindouros. Daí a necessidade de escrever com responsabilidade e sabedoria, firmando-se na verdade e no bom senso, pois, assim como o peixe morre pela boca, você também pode ser vítima de suas próprias palavras grafadas em seus artigos ou mensagens. DAÍ O MEDO DE MUITAS PESSOAS ESCREVEREM ARTIGOS PARA JORNAIS OU SITES. 


Agora, é claro, isso não pode ser motivo para omissão geral da maioria da população, principalmente daqueles que detém o poder de ensinar e repassar conhecimentos, como professores, educadores, profissionais liberais, juízes de direito, promotores de justiça, religiosos, jornalistas, etc... NINGUÉM TEM A OBRIGAÇÃO DE REPASSAR SEUS CONHECIMENTO, ENTRETANTO, DEVEM, DENTRO DO POSSÍVEL E DE SEU CONHECIMENTO, CONTRIBUIR COM O DESENVOLVIMENTO DA SOCIEDADE EM QUE VIVE. FICAR FECHADO NO CASULO DE SUA PROFISSÃO, SEM CONTRIBUIR EFETIVAMENTE PARA O DESENVOLVIMENTO DA SOCIEDADE, NÃO SIGNIFICA SER PARASITA, MAS, COM CERTEZA, É UMA ILHA QUE SE PREOCUPA TÃO SOMENTE COM O SEU PEQUENO TERRITÓRIO.


Não coloco nesse rol os políticos, pois não só hoje, mas a história tem provado que os políticos, em sua maioria, são péssimos repassadores de conhecimentos. São péssimos exemplos de bom proceder.


Poucos políticos do Brasil, principalmente, tem a índole da verdade, da sinceridade, da honestidade e da vontade de servir sem se beneficiar do que está fazendo. Na verdade, o mundo dos políticos hoje, não é o mundo real da população. Um exemplo de qualquer cidade: o trabalhador demora 30 dias para receber um salário mínimo de R$ 678,00 ,  mas, um vereador, por um dia de viagem, recebe quase esse valor para se deslocar até a capital do Estado para visitar a Assembleia Legislativa ou outro órgão.


Como advogado e jornalista, redator do Jornal Princesa do Vale e do site Camapuã News, conclamo a todos aqueles camapuanenses que quiserem escrever artigos e repassarem seus conhecimentos a toda a população, que procurem-nos, pois estes órgãos de imprensa, às vezes até criticados, são na verdade, juntamente com a imprensa em geral, os baluartes da democracia e do pleno exercício da cidadania. 


Isso tem um custo, haja vista que em cidades pequenas como Camapuã, a imprensa está "proibida" de criticar os administradores e outras autoridades, que constantemente recorrem à justiça alegando que sofreram calúnia, injúria e difamação. E pior ainda, a imprensa séria, quando vivemos em um "Estado Democrático de Direito",  é e deve ser sempre, a porta voz da sociedade, a voz da sociedade e o baluarte da democracia e da cidadania. 


Isso tem sido respeitado com relação as grandes imprensas (revista Veja, IstoÉ, Época, jornais O Globo, Estadão, Folha de São Paulo e outros, TVs Globo, Band, Record e outras) isso a nível nacional. No Estado, vemos, por exemplo, em Campo Grande, os jornais Correio do Estado, O Estado, os sites Midiamax, Correio do Estado e Campo Grande News, além de outros, fazerem duras críticas aos administradores da capital e do Estado. Nenhum é responsabilizado administrativamente ou judicialmente, pois os princípios da "razoabilidade" e da "proporcionalidade" são invocados exclusivamente para garantir o direito da imprensa em fatos sérios e verdadeiros, não importando se críticas ou elogios, ficando a cargo da população ou dos leitores, o julgamento creditício ou suspeito de cada caso.


Já com relação a pequena imprensa, em cidades de pequeno porte, a imprensa tem sido, de forma velada, cerceada a exercer com liberdade e independência as suas funções, já que não tem o amparo de autoridades constituídas, que consideram praticamente todas as críticas mais enfáticas, como ofensa à honra e à moral de algumas autoridades.


Vem conosco na luta pela consistência da liberdade e da democracia. O povo precisa das autoridades constituídas, precisa não só do papel profissional de cada um, mas também do comprometimento destes com o desenvolvimento social, através de escritos ou artigos em suas respectivas áreas de atuação.


LEMBREM-SE: “Ninguém é uma ilha” e, "se a casa do vizinho tiver pegando fogo, a sua também corre risco". 


* É jornalista, contador, escritor e advogado, especializado em Direito do Estado (Direito Público)



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