Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

FECHAR
> Artigos

Publicado em: 23/10/2012 - 16:59:53

Artigo: 'A dor da Verdade'

Dr. Etevaldo Vieira de Oliveira*

De todas as dores existentes, tem duas que a pessoa humana mais sente são as físicas e as espirituais ou psicológicas. Ambas afetam diretamente a pessoa, deixando –a estressada, deprimida e, dependendo do caso, até agressiva e até fora de si, como muitos dizem.

É o caso que ocorre, principalmente com autoridades constituídas, políticos e pessoas de formação autoritária e prepotente.

Para o terceiro envolvido, quando essas autoridades, políticas ou não, judiciárias ou de outras alternativas de mando, ou mesmo cidadão que por natureza ou formação se acha superior aos demais.

Quando se trata de cidadão comum as atitudes tem pouca influência na sociedade, pois dele só se aproxima aquele que voluntariamente deseja.

Agora quando se trata de autoridade, principalmente pública oficial, o problema é bem mais complicado, pois o cidadão comum não tem como fugir do contato, do sombreiro de suas ordens ou da arrogância de suas determinações, que certas ou erradas, justas ou injustas, tem que serem cumpridas, pois como diz o adágio popular: manda quem pode e obedece quem tem juízo.

Isso quer dizer que em certos casos ou momentos da vida de qualquer cidadão, existe tanto a obrigação ou necessidade de cumprimento de determinações de autoridades ou “pessoas superiores”, sob pena de ser submetido a “canetadas” oficiais de ordenadores que, às vezes ordenam de acordo com seu humor. Isso ocorre também com relação aos cidadãos comuns, que por natureza, criação e formação, tem prazer de demonstrar ao mundo humano que detém poder determinante, não importa se extrapola a lei, os costumes ou as regras da sociedade.

Hoje a verdade, doa a quem doer, está permanentemente exposta para toda a população, pena que poucos tem a coragem de divulga-las. Aliás, poucos tem “peito” para dizer o que a sociedade precisa ou saber.

Isso ocorre, por exemplo, quando a imprensa passa a divulgar com clareza o que a lei permite. Especialmente quando envolve autoridades constituídas,  públicas ou não. Aí começam as ameaças, as pressões psicológicas, os olhares com olhos de cordeiros mas com o gume do lobo e do leopardo.

A VOZ DA CONSCIÊNCIA

Todo cidadão, não importa o grau de autoridade, a qualidade familiar ou nível social, é igual quando, necessariamente, tem que “OUVIR A VOZ DA CONSCIÊNCIA”. Nesse momento, o certo é que a reflexão das ações praticadas ou que se pretende praticar, remói seu íntimo. Ai daquele que, conscientemente usa seu poder de forma injusta contra cidadão individual ou contra a sociedade como um todo.

No momento certo o universo, que tem o soberano Deus no comando, lhe dará a colheita de acordo com o que semeou ou plantou.

O DINHEIRO PÚBLICO


Hoje a mídia de um modo geral está enfrentando aversão de autoridades públicas e privadas, principalmente de alguns que não tem interesse de que toda a verdade seja divulgada para a sociedade. Daí uma enxurrada de denúncias da imprensa e rebate judicial de sua liberdade ampla, como pêra a Constituição da República.

Em cidades pequenas como Camapuã, praticamente todas as divulgações mais espinhosas da imprensa sobre mandos e desmandos de autoridades, especialmente relacionados a gastos exagerados com diárias, salários, vantagens e outros ganhos dos homens públicos, são prontamente rechaçados por aqueles que não querem que a verdade seja divulgada.

A Lei da Informação, recentemente entrada em vigor, é letra morta na caneta de muitas autoridades públicas do Brasil. Essa Lei obriga todo órgão público a divulgar os ganhos de seus integrantes.

Você sabe quanto ganha mensalmente o seu vereador, o seu prefeito, os cargos comissionados do município. Você sabe quanto ganha os juízes, promotores, defensores públicos e serventuários da Justiça.

E mais, a referida Lei determina não só a divulgação dos salários, mas também de todos os benefícios recebidos, seja gratificação, representação, comissão, diárias e demais acréscimos na remuneração.

Nada mais justo. Se o dinheiro que paga todas essas autoridades ou pessoas tem origem dos impostos pagos pelos cidadãos, é justo que a sociedade saiba como é distribuído o dinheiro público.

A dor da verdade pode ser “dolorosa” para essas pessoas, mas o alívio dos cidadãos em saber onde vai o seu dinheiro, vai dar um novo incremento na sociedade brasileira, com o aumento da autoestima e da crença nas instituições.


*É jornalista, escritor e advogado especialista em Direito do Estado (Público).



Publicidade


2009 © Todos os direitos reservados ao Camapuã News. Este material pode
ser publicado, transmitido, reescrito ou redistribuído, desde que citada a fonte.
Marknet®