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Publicado em: 23/10/2012 - 16:55:36

Artigo: 'O pior é quando desrespeitam o povo'

Por Etevaldo Vieira de Oliveira*


Pior que um político ou empresário corrupto, só um grupo atuando simultaneamente na enganação do povo

O corrupto encara tudo com naturalidade, quer se passar por honesto e até chora em público defendendo sua ‘moralidade pública’.

Há alguns anos já estamos presenciando no Brasil, e em efeito cascata nos Estados e Municípios, dezenas de casos de corrupção, de falsas afirmações, de ameaças, de mortes e de todas as tentativas possíveis de os maus políticos se defenderem no poder e buscar, a qualquer custo a sua manutenção nele.

Como já escrevi centenas de vezes, o que vale, na verdade, é o homem e não a sua descendência ou ascendência. Quantos políticos de hoje, que agem com extrema desonestidade no exercício
 da função, que tem ou tiveram pais íntegros e honestos? Quantos tem filhos ou parentes que também são honestos e respeitados? Quantos homens deixaram a política buscando não contaminar com a ‘sujeira’ de alguns exercentes de cargos públicos? Quantos honestos buscam eleição e cargos públicos, mas são ‘cortados’ pelos abutres dos poderes (corruptos)?

Partidos políticos nunca fizeram homens honestos ou bons. Cada indivíduo se faz por si próprio, ou seja, o cidadão honesto, não precisa de se sustentar sobre uma legenda partidária para ser honesto.

Por outro lado, o cidadão desonesto, corrupto, afoito pelo dinheiro público, dinheiro do povo ou dinheiro alheio, também não é assim somente em razão
 do partido político a que pertence. É assim por índole ou personalidade.

A maior prova
 disso é a salada de partidos existentes hoje no Brasil, onde a maioria são siglas de aluguel, onde seus integrantes não tem a mínima propensão a agregar suas diretrizes.

Aliás, é bom frisar, que todos os partidos políticos tem um Estatuto de dar inveja aos próprios políticos e também aos não políticos que o lê. Se todos os políticos seguissem o que diz o Estatuto de seu partido, o Brasil era totalmente livre da corrupção, do desvio de dinheiro público, de improbidade administrativa e do conluio entre empresários
 e políticos.

Desde a queda do ex-presidente Collor, que foi afastado prontamente do governo por um grupo de parlamentares, onde, logo após, os líderes daquele grupo foram flagrados como os “anões do orçamento” que desviavam dinheiro público, o Brasil não foi mais o mesmo: a corrupção grassou em praticamente todos os órgãos públicos do Brasil, em praticamente todas as esferas de governo e, pior ainda, infiltrou abertamente em órgãos do judiciário e dos tribunais de contas. Nos legislativos brasileiros a contaminação, respeitadas as proporções, ingressou solidamente entre seus integrantes.

Hoje, ou seja, agora, sequer é necessário escrever sobre os casos de suspeita de corrupção no Brasil, já que toda a mídia informa diariamente, entre duas ou três matérias envolvendo corrupção ou desvio de dinheiro publico. Dá desespero ver o tanto de homens públicos ou até ‘políticos respeitados’ envolvidos em corrupção. É desesperançoso e desolante. 

COITADO DO POVO BRASILEIRO!

No entanto, cabe lembrar a esse ‘coitado povo brasileiro’ que a culpa da má administração e da corrupção é de ninguém menos que desse próprio “coitado povo”, já que uma enormidade de eleitores votam em troca de favores ou benefícios. Alguns incautos até afirmam que "deve-se trocar o eleitorado brasileiro e não os políticos, já que estes existem em razão daqueles".


O MAL TEM QUE SER CORTADO PELA RAIZ!

Os municípios são, com certeza absoluta, os responsáveis pela administração pública no Brasil, pois são neles onde o povo pode acompanhar o desenvolvimento dos trabalhos dos prefeitos, vereadores e secretários municipais, dos funcionários públicos, etc., haja vista a proximidade do governo com o povo. O povo de qualquer município do Brasil sabe que o político bom e honesto não traz uma estrela na testa, entretanto sabe, ou deve saber, que quem tem histórico de corrupção ou desonestidade sobre sua pessoa, jamais vai ser honesto.

Nota:
“Quem não administra sua própria vida, jamais vai saber administrar um município; quem foge de suas responsabilidades na vida privada, jamais vai agir com responsabilidade em benefício da comunidade; quem coloca o poder ou o dinheiro acima dos interesses gerais de um povo, jamais vai respeitar os interesses coletivos e tampouco individuais dos pertencentes às classes menos favorecidas financeiramente; quem acredita que o povo de uma cidade não tem competência ou capacidade técnica para com sua administração, já é um fracassado, pois demonstra que não acredita em si mesmo; quem contrata mão de obra “de fora” e rejeita os locais,em se tratando de grandes serviços, trabalha na contramão da valorização da população local e “manda” divisas para outras localidades, já que o dinheiro vai embora; quem recebe “diárias de viagens” em valores altíssimos e pega injustamente dinheiro do órgão em que administra, não tem coração voltado à sociedade.”

ASSIM, TUDO ESTÁ NA MÃO DOS ELEITORES: O VOTO É A MAIS SAGRADA MANIFESTAÇÃO DE VONTADE DE UM POVO.

A meu ver, ao que os eleitores devem ficar atentos, durante a campanha eleitoral, é sobre o gasto de cada candidato, já que é inadmissível que se gastem um ou dois milhões de reais numa eleição em cidade com menos de vinte mil habitantes. É inadmissível que um candidato a vereador nessa mesma cidade gaste quantia entre oitenta ou cem mil reais, na tentativa de conquistar uma vaga na Câmara. Isso equivale a um custo proporcional de R$ 2.000,00 por mês, se levar em conta que o mandato do vereador é de somente 48 meses.

Analisando friamente, se isso acontecer, alguém encontrou um pé de dinheiro e que produz muito, sem que a população saiba.


Pense nisso.


*É jornalista, contabilista, escritor e advogado pós-graduado em Direito Público.



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