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Publicado em: 19/07/2011 - 15:10:51

EDITORIAL: para refletir sobre Camapuã

Título: O desconforto de uma cidade sem ambição e vontade de ser precursora do conhecimento.

Por Etevaldo Vieira de Oliveira*

O Jornal Princesa do Vale, assim como o site Camapuã News (www.camapuanews.com.br), tem procurado ser o mais fiel possível em suas divulgações, seja de que caráter for, agindo com responsabilidade e procurando, dentro das possibilidades técnicas e humanas, fazer o melhor possível quando se trata de divulgação de fatos ou eventos.

Buscamos e até insistimos em parcerias com escolas, professores, estudiosos de assuntos diversos, religiosos, promotores de justiça, defensores públicos, juízes de direito e eleitorais, profissionais liberais, desportistas e tudo mais, tudo de forma gratuita e sem qualquer intenção de vangloriar ou criticar de forma injusta quem quer que seja.

Queremos ser partícipe do desenvolvimento e crescimento de Camapuã. Se este não vem, ou vem de forma lenta e gradativa, estamos buscando a divulgação de meios para ampliação dessa velocidade.


“Ninguém é uma ilha”, diz um velho ditado. Conhecimento e sabedoria enclausurados dentro de apenas uma pessoa tem muito pouco de contribuição para a nossa sociedade. É necessário que esses conhecimentos sejam compartilhados com a comunidade, pois, por mais insignificantes que possam parecer, todo conhecimento, se espalhado, traz incontáveis benefícios a determinadas pessoas. Pode não trazer benefícios a todos, mas pelo menos à parte da população.


De que vale sermos perito em determinada coisa, seja como advogado, juiz, promotor, defensor público, jornalista, professor, médico, engenheiro, contador, agricultor, pecuarista ou qualquer outra especialidade de atividade, se não passamos nosso conhecimento geral (pois o conhecimento técnico-profissional é perícia), para que toda a população possa usufruir do mesmo.


Temos, como dito anteriormente, pedido e até insistido, para que mais pessoas escrevam artigos, manifestem opiniões, exponham ideias, tanto no Jornal Princesa do Vale como no Camapuã News. Isso tudo de forma gratuita. Entretanto, ninguém se interessa ou habilita a colocar em público, de forma escrita, os seus conhecimentos e ideias.


Entretanto, percebemos que ninguém quer se comprometer.


De fato, sabemos que “as palavras voam” e desaparecem com o tempo, enquanto que “os escritos permanecem” por anos e anos. Eu, por exemplo, tenho guardado “a sete chaves” a minha primeira prova escolar, datada de 1.962, quando cursei o primeiro ano do ensino fundamental e fui reprovado, no então “Grupo Escolar Miguel Sutil”, hoje a grande Escola Estadual Miguel Sutil, de Camapuã.


Você não apaga o que você deixa escrito em jornais, revistas, livros ou sites, pois uma ou outra pessoa guarda o exemplar para utilização em anos vindouros. Daí a necessidade de escrever com responsabilidade e sabedoria, firmando-se na verdade e no bom senso, pois, assim como o peixe morre pela boca, você também pode ser vítima de suas próprias palavras grafadas em seus artigos ou mensagens.


 Agora, é claro, isso não pode ser motivo para omissão geral da maioria da população, principalmente daqueles que detém o poder de ensinar e repassar conhecimentos, como professores, educadores, profissionais liberais, religiosos, jornalistas, etc...


Não coloco nesse rol os políticos, pois não só hoje, mas a história tem provado que os políticos, em sua maioria, são péssimos repassadores de conhecimentos. São péssimos exemplos de bom proceder.


Poucos políticos do Brasil, principalmente, tem a índole da verdade, da sinceridade e da vontade de servir sem se beneficiar do que está fazendo. Na verdade, o mundo dos políticos hoje, não é o mundo real da população. Um exemplo de qualquer cidade: o trabalhador demora 30 dias para receber um salário mínimo de R$ 545,00 ,  mas, um vereador, por um dia de viagem, recebe mais que esse valor para se deslocar até a capital do Estado para visitar a Assembleia Legislativa ou outro órgão.


Como advogado e jornalista, redator do Jornal Princesa do Vale e do Camapuã News, conclamo a todos aqueles camapuanenses que quiserem escrever artigos e repassarem seus conhecimentos a toda a população, que procurem-nos, pois estes órgãos de imprensa, às vezes até criticados, são na verdade, juntamente com a imprensa em geral, os baluartes da democracia e do pleno exercício da cidadania.


Vem conosco. O povo de Camapuã precisa de nós.


“Ninguém é uma ilha.”


* É advogado, escritor e jornalista.












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