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Publicado em: 20/05/2011 - 10:22:24

Aqui se faz, aqui se paga. Leia e conclua

“Aqui se faz, aqui se paga”: pois nosso Deus, a “Força Superior” e o Universo estão de olho em você, seja nas ações de bem ou nas de mal.

A corrupção, o favorecimento injusto, a consecução de dinheiro fácil, seja através de ‘rasteiras’ em negócios privados e megeras ações na vida pública, o favorecimento em licitações e o ganho ilegal por agentes públicos de empresas ou pessoas contratadas ilegalmente, ou mesmo se legal, de forma imoral. Chegamos ao patamar de, a cada dia, os noticiários televisivos e escritos (sites, jornais e revistas, etc.) publicarem dezenas de matérias envolvendo agentes públicos ou políticos em desvio de recursos, favorecimento injusto ou ilegal, fraudando licitações, recebendo de cofres públicos o que não lhe é devido, etc.

Na vida, qualquer um de nós tem a livre opção de escolher o rumo que achar mais adequado; viver do jeito que acha melhor; trabalhar no ramo que lhe convier e em mister justo ou injusto, legal o ilegal, moral ou imoral, correto ou incorreto, de bem ou mal, de amor ou maldade ao próximo ou à sociedade.

A isso, comumente é chamado de destino, entretanto, é sabido que o destino não existe, o que existem são opções que cada indivíduo faz para se conseguir o que quer na vida... ou o que quer destruir na vida.

Eu, particularmente, desde minha criancice e até hoje, não acredito em predestinação, ou seja, que cada cidadão já vem ao mundo “com seu destino traçado”. Entendo que cada cidadão faz o seu próprio destino, salvo raras exceções de genética ou de “sangue familiar”, como é justificado muitos atos perante a sociedade.

E a prova indubitável está para todos ver. Por exemplo, cada irmão tem uma maneira de ser, mesmo que sejam gêmeos, normalmente tem ideias, gostos, habilidades e aptidões singulares e diferentes.

Eu posso escolher meu destino: seguir o caminho do bem ou do mal; ser justo ou injusto; ser honesto ou desonesto; ter fé em Deus ou ser ateu; tomar cachaça ou se ater desse vício; ser solidário e fraterno ou nem se importar com os problemas alheios ou da sociedade; ser justo nos negócios ou ludibriar outras pessoas. Posso até ser criminoso, pois tenho plena liberdade de ação.

Por outro lado, vejo que tudo o que passamos na vida, ou melhor, o que fazemos na vida, não é em vão. O que somos, porque e para que viemos ao mundo. A nossa índole é formada em vida, especialmente nos primeiros anos de vida, na formação de personalidade que nossos pais nos agraciaram.

Se eles, os nossos pais, nos ensinaram o bem, logicamente vamos ser bondosos. Se nos ensinaram o mal, vamos ser maldosos.

Primeiro, na nossa formação, somos frutos da nossa família: se nossos pais nos ensinaram e nos educaram no caminho da paz, fé, harmonia, amor e respeito ao próximo, justiça e senso de responsabilidade, com certeza vamos crescer no mundo do ensinamento cristão do “amar o próximo como a ti mesmo” e do bordão “fazer o bem sem olhar a quem”.

Ao contrário, se crescemos vendo nossos pais fazendo e nos ensinando coisas imorais, ilegais, injustas, dando falso testemunho, agindo pensando somente no melhor para si e sem se incomodar com o resto do povo, com certeza seremos egoístas, incrédulo e alheio aos problemas da sociedade.

Desde 1977, quando fui presidente do Grêmio Estudantil da Escola Camilo Bonfim, que na época do regime militar era chamado de Centro Cívico Escolar, comecei a ter atitudes de expressar abertamente minhas opiniões, minhas ideias e até meus objetivos. Tenho diversos artigos “duros” que escrevi sobre o sistema, pois era moderado revolucionário, tanto que, por um artigo escrito no primeiro jornal de Camapuã, denominado Jornal “O Popular”, de propriedade do então advogado Lauro Myasato, que hoje é procurador da Defensoria Pública do nosso Estado, quase fui expulso pelo Conselho de Professores, por considerar a matéria “ofensiva à honra e aos princípios da escola”.

Desde aquela época, e referendada em meu livro “Sonhos & Realidades”, 1992 (Editora ANE), e logicamente até hoje, tenho manifestado minha indignação com a corrupção corrente, com aqueles que enriquecem às custas do dinheiro público, com aqueles que tiram milhares, milhões e até bilhões de dinheiro dos cofres públicos para se enriquecer injusta e ilegalmente.

Essa indignação vem de berço, pois meus pais me ensinaram que não devemos “aproveitar de situações” e angariar dinheiro que não foi ganho com o justo trabalho.

Também, vemos hoje, centenas de deputados e senadores, governadores e até presidentes da República, milhares de prefeitos, dezenas de milhares de vereadores, agentes públicos (magistrados, promotores, procuradores e defensores, etc) e empresários se enriquecendo às custas do dinheiro público.

Será que essas pessoas fazem análises de suas consciências? Será que estão dando o devido retorno à sociedade em razão da função que exercem? E, mais, será que estão sendo dignos dessa função? Será que em razão dos recursos recebidos não estão criando dois mundos: o deles e o do povo, principalmente dos pobres e dos super-pobres.

Já escrevi uma vez: se o telhado do vizinho estiver pegando fogo, a sua casa também corre risco.

Temos hoje muitos agentes políticos ou públicos que ganham em um dia o que um trabalhador “normal” demora dois meses para ganhar. Temos os salários dos magistrados, promotores, procurados, defensores e outros, que também ganham por dia mais que o trabalhador normal ganha em um mês.

Como divulgado na imprensa nos últimos dias, em alguns Estados da Federação (incluindo o nosso), magistrados, promotores, procuradores e defensores, ganham por mês, somente de “auxílio-moradia” ou “auxílio-aluguel”, fora os salários, o valor que o trabalhador normal tem que trabalhar duro para ganhar em quatro ou cinco meses.

Com relação aos parlamentares, das três esferas de governo, os subsídios são relativamente moderados (altos, mais toleráveis), agora, o que a maioria deles ganham de adicionais (diárias, benefícios para aluguel, telefones, correspondências, passagens, assessores, etc .) , são intoleráveis, em se levando em conta a baixa situação econômica da maioria das famílias brasileiras.

Será que todas essas categorias mencionadas estão equitativamente retribuindo de forma justa à sociedade na proporção do que ganham? Será que contribuem, de forma efetiva e sem cunho trabalhista, para a melhoria do Município em que trabalham (pois a maioria seque nele reside), do Estado que representa e da Nação Brasileira? Será que contribuem, de forma efetiva, expondo suas ideias e conhecimentos para melhoria da sociedade em que vive e convive (ou deveria conviver), especialmente em Escolas, Conselhos, reuniões, etc? Será que se apresentam ou se escondem da sociedade em que vivem e de, cujo trabalho, que é indiscutível e imprescindível, recebe os valores para os sustentos próprios e de suas famílias? Será que cumprem suas missões sociais, que não são obrigatórias, mas são necessárias, especialmente em se tratando de autoridades públicas? Será que o povo o conhece ou sabem pelo menos o seu nome?

Em recente busca de opiniões, no caso de Camapuã, a extrema maioria dos alunos sequer sabe quem é e tampouco o nome do vice-prefeito, de todos os vereadores, dos juízes da Comarca, dos promotores de Justiça e de tantas outras autoridades. É evidenciada, pelo levantamento, uma extrema ausência ou mesmo aparição dessas autoridades em eventos pontuais, mas de relevância para a sociedade e para as instituições que cada uma delas serve.

Voltando ao título desse prólogo, “Aqui se faz, aqui se paga”: pois nosso Deus, a “Força Superior” e o Universo estão de olho em você, seja nas ações de bem ou nas de mal.”, fica um alerta a todos os leitores, que nenhum de nós está incólume às análises de conduta, não só pela sociedade, mas, de forma e julgamento definitivo pelo “Onipotente”, pois aos olhos do mundo poder ser ou transparecer até o que não somos; podemos dizer e transparecer o que não fazemos; podemos desmentir o evidente, esconder a hipocrisia, usar injustamente o “poder” da força e até da caneta. Às vezes, o ato é praticado aqui, mas as cobranças vem “nos finalmentes”.

Mas atenção: aos olhos de Deus, somos vigiados diuturnamente. Indiferentemente de quem quer que sejam, pobre ou rico, humilde ou poderoso, feio ou bonito, modesto ou arrogante... Todos nós estamos sendo observados... e julgados por nossos atos...

Boa análise.


 







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